A Natureza do Homem e da Mulher
Deus fez assim: O homem foi criado para administrar, e a mulher foi criada para ajudar.
Quero esclarecer que não estou aqui para criticar as escolhas de vida de cada um, mas para expor o que a Palavra de Deus nos ensina sobre o propósito divino para o homem e a mulher.
Deus criou o homem com uma natureza mais agressiva, com a responsabilidade de exercer domínio sobre a terra, conforme vemos em Gênesis 1:28. Ele fez o homem com uma dose maior de testosterona, o que o motiva a trabalhar arduamente, conquistar e submeter o que encontra pelo caminho. O homem está à frente de grandes conquistas: nas artes militares, nas explorações, na arquitetura, na ciência, nas invenções e muito mais. Os homens voam à lua, escalam montanhas perigosas, enfrentam animais selvagens e praticam esportes radicais.
Logo após sua criação, Deus incumbiu o homem de dar nomes aos animais, de não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, e de administrar a terra, dominando sobre o reino animal. Seu principal trabalho era cuidar e cultivar o jardim, como nos diz Gênesis 2:15. Antes da criação de Eva, Adão era um homem maduro, mas se sentia só (Gn 2:18).
Deus então desenhou a mulher para ser auxiliadora, para gerar vida, para ser sensível, sempre pronta para servir, amar, acolher os quebrantados e buscar o melhor em todas as situações. O próprio Senhor nos dá exemplo da mulher quando quer demonstrar compaixão, como em Isaías 49:15.
Nós, mulheres, tendemos a confiar mais em nossos sentimentos e intuições, o que nos torna mais expostas ao engano, como ocorreu com Eva. Isso acontece porque nossos sentimentos e intuições estão em constante mudança, enquanto a Palavra de Deus é objetiva e inalterável.
A vulnerabilidade é o maior recurso natural da mulher e, ao mesmo tempo, seu ponto de fragilidade. A mulher pode, por diversas razões, tornar-se resistente, dura, cética e desconfiada em suas relações. Porém, se optarmos por essa postura, já não refletimos a imagem do que fomos chamadas a ser. O fato de o homem ser menos sensível do que a mulher não significa que seja inferior a ela. Da mesma forma, a suscetibilidade da mulher ao engano não a torna inferior ao homem.
Observamos, porém, como muitas vezes nos são impostas ideias que distorcem a verdade sobre a Palavra de Deus, sugerindo que ela foi criada por uma cultura patriarcal ou por um "deus machista". Essas influências tentam nos convencer a abandonar nossa vulnerabilidade e a buscar a independência a qualquer custo, tal como fez a nossa irmã Eva no Jardim do Éden. São tentativas de nos afastar da beleza e do encantamento com que Deus nos criou, para transformarmos em uma imitação do homem.
A verdade é que somos naturezas diferentes, com capacidades e funções distintas.
Ao aceitarmos a nossa natureza, estamos, na verdade, expressando nossa gratidão a Deus por sermos Sua obra-prima, desenhadas com propósito e amor.
Com amor,
Miriam Ometto
Vamos seguir meditando, Querer e Conhecer a Deus